O sistema de pedágio free flow, que permite aos motoristas não parar em praças de pedágios e realizar o pagamento após a passagem
Pedágio free flow implementado em Itápolis Foto: Ecorovovias
Da redação
Os pedágios estilo free flow irão começar a funcionar na região noroeste a partir do dia 1º de novembro. No total, quatro praças de pedágio de quatro rodovias diferentes receberão o sistema ainda esse ano.
O free flow consiste na utilização de câmeras, sensores e antenas para a identificação dos veículos e suas placas ou tags, inclusive em condições adversas de visibilidade. Por meio do equipamento também é possível identificar altura, largura, comprimento e quantidade de eixos rodantes para classificação dos automóveis que passam pelo local e definir a cobrança a ser feita.
As praças que receberão o sistema são a de Pirangi da rodovia Comendador Pedro Monteleone, a de Monte Alto, da rodovia José Della Vechia, em Colina na Rodovia Brigadeiro Faria Lima e na de Catiguá na rodovia Washington Luiz. As três primeiras passarão a operar com esse sistema a partir de 1º de novembro, já a de Catiguá começará em 1º de dezembro.
As substituições das praças de pedágio tradicionais pelas free flow começaram em setembro de 2024, na rodovia Laurentino Mascari, em Itápolis e na rodovia carlos Tonnani em Jaboticabal. Já em novembro do ano seguinte, foi a vez da rodovia Brigadeiro Faria Lima em Dobrada e Taiúva.
O pagamento do pedágio pode ser feito de várias maneiras, sendo a principal delas a tag eletrônica, que pode ser instalada no carro e permite a cobrança automática por uma operadora contratada. Para quem não possuir uma tag, a tarifa deve ser paga em até 30 dias pelos canais disponibilizados pela concessionária da estrada em questão. Na Ecovias, que é a responsável pela rodovia Washington Luíz, as opções incluem o site pedagio-digital.com, o aplicativo da empresa, o autoatendimento nos postos de serviço e pelo WhatsApp 0800-326-3663.
Polêmicas
A instalação do sistema free flow em São Paulo gerou polêmica no final de 2025 e começo deste ano. No ano passado, a instalação em locais próximos à capital paulista gerou transtornos com pessoas que não sabiam como realizar o pagamento e acabaram sendo multadas por isso.
Em abril deste ano, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) emitiu uma suspensão de 3,4 milhões de multas aplicadas e previa até 200 dias para que os usuários quitassem débitos de tarifas. À época, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, explicou que a decisão levou em conta que a maioria das pessoas que foram multadas não receberam a devida informação sobre como efetuar o pagamento do pedágio no novo sistema.
Já em questões mais locais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sofreu pressão de políticos devido à instalação de pedágios do tipo em rodovias secundárias usadas para deslocamentos curtos e diários, como ir ao trabalho ou à escola, onerando a rotina de moradores do interior.