Moradores estão reclamando de esperas longas na UPA da cidade Foto: A Cidade
Da redação
Em seu tempo de fala na tribuna, durante a 16ª Sessão Ordinária da Câmara de Votuporanga, realizada na noite desta segunda-feira (11), a vereadora Débora Romani (PL) apontou problemas de superlotação na UPA de Votuporanga. Ela também relatou problemas parecidos no Mini-hospital do Pozzobon.
Durante sua curta fala, a vereadora explica que em uma noite, durante seu período lidando com a enfermidade, após já ter se recolhido em sua casa, ela começou a receber ligações de muitas pessoas sobre a UPA da cidade. “Eu cheguei ao local, estava lotado no fundo onde ficam as camas, lotado nas salas, lotado no corredor, lotado na recepção. Nós precisamos, com urgência, que sejam tomadas providências”, contou.
Ela também criticou o atendimento no Mini-hospital do Pozzobon, contando que “é no mínimo três horas pra ser atendido. Uma pessoa que está com dor não pode esperar três horas. Nós vamos esperar até quando para arrumar uma solução?”
Ao final, Débora afirma que vai conversar com a secretária de Saúde sobre o assunto, assim como com os outros vereadores.
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas é um serviço de saúde de média complexidade criado para funcionar como elo entre as Unidades Básicas de Saúde e os hospitais, oferecendo atendimento de urgência e emergência durante todos os dias da semana, inclusive aos finais de semana e feriados. As UPAs atendem pacientes com problemas de saúde que necessitam de avaliação imediata, como febre alta, falta de ar, crises de pressão arterial, dores intensas, fraturas, cortes, suspeita de infarto, acidentes e outras situações que exigem assistência rápida, mas que nem sempre precisam de internação hospitalar. Nessas unidades, os pacientes passam inicialmente por uma classificação de risco, sistema que define a prioridade do atendimento de acordo com a gravidade do quadro clínico e não pela ordem de chegada. As estruturas contam com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais, além de equipamentos para exames, medicação, observação e estabilização de pacientes até eventual transferência para hospitais de maior complexidade.
O principal objetivo de uma UPA 24 horas é ampliar o acesso da população ao atendimento emergencial e reduzir a sobrecarga dos hospitais e prontos-socorros, garantindo mais agilidade no atendimento de casos urgentes. Além disso, as unidades têm a função de estabilizar pacientes em situações graves até que haja encaminhamento para hospitais especializados, quando necessário, contribuindo para salvar vidas e diminuir complicações decorrentes da demora no atendimento. As UPAs também ajudam a organizar a rede pública de saúde, direcionando os casos mais simples para atendimento e resolução no próprio local, enquanto situações de maior gravidade podem ser transferidas de maneira regulada para hospitais. Dessa forma, o modelo busca tornar o sistema de saúde mais eficiente, proporcionando atendimento contínuo, humanizado e acessível à população em diferentes regiões das cidades.