Grazi Cavenaghi (Foto: Divulgação)
Fechamento da série: O Espetáculo da Vida
Seja incrivelmente bem-vindo ao nosso oitavo encontro da série O Espetáculo da Vida. É uma alegria imensa ter você aqui, chegando conosco ao ponto de final deste ciclo. Para começar, traga a sua intenção para este momento, porque intenção traz atenção, e tudo em que você coloca atenção na vida cresce.
Fechamos o mês de abril. Aqui, na InspireAção, o tema é Consciência. E hoje fechamos as sete cenas deste grande espetáculo abrindo o mês de maio, o mês da Potência.
Intenção feita? A minha é que você saia daqui uma oitava acima. E vou explicar o porquê.
Você já deve ter percebido que esta série não foi construída em sete cenas por acaso. Sete é o número do ciclo completo, o número da integração entre o humano e o divino, o número da maturidade espiritual, aquela que acontece quando você para de reagir à vida e começa a conduzi-la com consciência. É o número que nos leva à Inteligência do Amor, que traz saúde, felicidade e resultados! E isso que queremos nesta vida! Viver!
Na Bíblia, o sete aparece como revelação e como ordem. Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo, organizando tudo em plenitude. O sábado judaico é o sétimo dia, a luz separada, o ciclo que se fecha em consciência. O candelabro de sete braços, a Menorá, anuncia que a luz espiritual nunca se apaga. A sua luz e a do Pai. Em Jericó, sete voltas, sete dias, sete sacerdotes: a ordem que rompe os limites. Em Apocalipse, sete selos, sete trombetas, sete igrejas: o sete como revelação, como o véu que se levanta diante da verdade. Ah, a Natureza e as sete cores do Arco-íris.
No Eneagrama, símbolo milenar que representa os padrões do ser humano, o sete está inscrito na estrutura que une a lei do movimento à lei da transformação. É a integração entre quem você é e quem você pode se tornar.
E foi o filósofo e místico George Ivanovitch Gurdjieff quem nos trouxe algo que ressoa profundamente com tudo o que vivemos aqui: a lei dos setes. Para ele, a vida se move em oitavas, não em linhas retas. Tudo evolui em etapas que seguem a lógica de uma escala musical, um ciclo completo de desenvolvimento. Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. A escala começa em um ponto e retorna ao mesmo ponto, mas em outro nível. Não é repetição. É evolução.
Você começa uma nova fase da vida com energia, com clareza, com foco. Dó. Ré. Mi. E então vem o primeiro choque natural, aquela quebra de fluxo, o momento em que a realidade bate à porta e você precisa de uma força consciente para continuar. É aqui que a maioria para. Que o entusiasmo cede ao medo, que a historinha velha retorna, que o galho seguro chama de volta.
Mas quem passa por essa ruptura com consciência chega ao fá, ao sol, ao lá. E então vem o segundo choque, lá no final, quando o resultado já está quase visível, quando você está prestes a chegar, e é exatamente aí que surge a dispersão, a sabotagem, o cansaço disfarçado de bom senso. Como nos filmes, o vilão aparece no último ato.
Quem tem consciência passa. Quem não tem, recomeça do zero.
É por isso que percorremos essas sete cenas. Para que você não precise recomeçar do zero. Para que, ao reconhecer os choques da escala, você possa atravessá-los com clareza, com caminho, com foco no seu +.
Na primeira cena, você percebeu que veio ao mundo com tudo o que precisa e que ninguém lhe deve nada. A única saída é subir ao palco e pulsar na vida.
Na segunda cena, você reconheceu as historinhas que dirigem as suas escolhas. E percebeu que a história pode ser reescrita. Você não é mais criança.
Na terceira cena, você encontrou o seu lugar de potência. Aquele que é seu, só seu, onde você é você e deixa o outro ser ele mesmo. Onde as trocas são equilibradas e o mundo ganha.
Na quarta cena, você acolheu o caos. Entendeu que a vida perfeita não existe, que o caos faz parte, e que é exatamente ele que te fortalece. O peso está ali para te fazer crescer, não para te destruir.
Na quinta cena, você olhou para as suas escolhas e reconheceu os dois ciclos: o virtuoso e o vicioso. E percebeu que a consciência é o que separa quem vive de quem sobrevive.
Na sexta cena, você ligou o botão da percepção. Entendeu que a responsabilidade da sua vida é sua, sempre foi, e que isso não é um peso, é uma libertação.
Na sétima cena, você chegou à escolha mais fundamental: amor ou medo? E descobriu que o medo sempre vai existir, porque somos humanos. A escolha não é eliminá-lo. É acolhê-lo com amor e seguir. Porque o amor não paralisa, não compara, não julga. O amor serve. E servir é vir a ser.
Agora você está aqui, no oitavo encontro. Uma oitava acima.
Não significa que você não vai errar. Significa que, quando errar, vai perceber mais rápido. Que, quando o medo aparecer, vai reconhecê-lo. Que, quando a historinha velha quiser voltar, você vai escolher a nova. Essa é a diferença de quem passa pela escala com consciência: a vida continua sendo caótica, mas você já não é o mesmo que entrou.
O crescimento não depende do seu entusiasmo inicial. Depende da sua consciência diária. Depende de você ligar o botão da percepção em cada choque, em cada ruptura, em cada momento em que a vida te convida a parar no galho ou a voar.
Você veio para voar.
E como nosso foco é progredir, vamos juntos?
Nesta semana, ligue o botão da percepção e reflita: em qual ponto da escala você está agora? Qual é o choque que está diante de você hoje? O que a consciência te pede neste momento? Anote. Sinta. E então, com coragem e leveza, escolha subir.
Porque a vida ideal não existe. Mas o seu espetáculo, real, único e incrível, acontece todos os dias. E o mundo espera por você.
Seguimos juntos, uma oitava acima, conscientes, pulsando na vida e colocando a nossa voz única no mundo, porque queremos um eu melhor, as pessoas à nossa volta melhores, um mundo melhor.
Vamos juntos?
Porque juntos somos +