Casa quieta depois de um dia inteiro de risada com os netos. Já no quarto, esperando o sono demorar como sempre demora quando o coração tá cheio, minha neta Gabi me puxa:
“Vovô, deixa eu conversar um pouco com a IA do teu celular? Tô com vontade de falar pra dormir”. Foram poucos minutos. Ela escreveu, leu, sorriu.
Me devolveu o celular, deu boa noite e... mágica. Dormiu na hora. De manhã, peguei o celular e li. Era saudade. Saudade crua da mãe e do pai, longe por causa do trabalho.
Mas a Gabi não ficou só na saudade. Ela inventou. Criou uma viagem inteira na conversa com a IA. Caminho, mala, passagem, problema, solução. Até jogo da Copa no estádio entrou no plano.
E sabe o que é mais lindo? Ela acordou feliz. Animada. Com a certeza de que os pais chegam logo. A gente pode ter mil receios sobre IA. E tem razão para ter. Mas quando a gente tá do lado, a criança transforma tudo em amor. Transforma saudade em viagem, tela em abraço, conversa em sono. No fim, a IA foi só ponte. O que chegou mesmo foi o carinho.