Grazi Cavenaghi é especialista em Liderança Integral - grazicavenaghi@inspireacao.com (Foto: Arquivo pessoal)
Capítulo III
Na semana passada, conhecemos o líder perfeccionista. Hoje, avançamos na série sobre o Eneagrama, uma ferramenta maravilhosa com o objetivo de tornar as pessoas mais humanas, conscientes, comprometidas com as suas missões e, portanto, melhores.
Como vimos, o Eneagrama tem os dois “lados da moeda”. De um lado, as nossas emoções viciadas e as nossas fixações mentais. Esse é o ciclo vicioso, o que nos tira do caminho de ser quem somos, nos coloca no medo e nos faz vibrar em baixa consciência. Mas viemos para buscar sabedoria, e o outro lado é o ciclo virtuoso: o caminho da virtude, o caminho do bem.
Falaremos hoje do líder ajudante.
Sabe aquela pessoa que está sempre disponível para nos ajudar?
Talvez ela tenha um perfil de liderança apoiador, o tipo dois do Eneagrama, que recebe de vários autores denominações como o amigo, o solícito, o simpático, o apoiador.
Quando está na sua personalidade (ou seja, ainda inconsciente do que o tira do seu caminho), tem a crença de que precisa apoiar, encorajar, dar atenção e, inconscientemente, espera receber o mesmo. Vê o mundo com a lente da adulação: precisa atender e elogiar. Tem um grupo de escolhidos, aqueles que pensa que mais precisam do seu apoio, na busca de “dar para receber”. Pode, aqui, até usar o seu charme ou a sua proatividade para criar dependência no outro.
Assim, acha que é indispensável para as coisas acontecerem, que, se não estiver na empresa, tudo “vai parar”. Esse orgulho é a emoção que se torna um vício e que o leva a negligenciar as suas próprias vontades ou, por vezes, a ser até invasivo, nessa ânsia de ajudar o outro para manter a imagem de “bonzinho”. Isso também dificulta o seu trabalho quando dá feedbacks e precisa dizer não.
A repressão aparece, e ele pensa que não precisa de nada: esconde a sua carência e os seus desejos.
Se você se reconhece aqui, sabe como é: o celular que nunca desliga, o sim que sai antes de você pensar, a agenda cheia das prioridades dos outros. Você está sempre lá para todos, mas, quando alguém pergunta do que você precisa, a resposta é “nada”.
E, na empresa, esse peso tem preço: o time aprende a depender de você em vez de crescer, as decisões param quando você não está, e o feedback difícil fica sempre para depois.
Por trás de tanta entrega, existe um desejo legítimo: o de cuidar. Que tal incluir você mesmo na lista de quem merece cuidado? E entender que ajudar também é deixar o outro caminhar com as próprias pernas. É assim que você volta ao ciclo virtuoso e exerce uma liderança realmente generosa, que veio para servir com humildade.
Quando começa um trabalho de se conhecer, de olhar para si, consegue reconhecer quando usa a lente da adulação e passa a ver o mundo pela lente da “liberdade”, em que ajuda de forma desinteressada e todos são livres e independentes, sem precisarem de bajulação. Nesse estado, apoia o outro e não precisa de nada em troca. Consegue dar valor às suas próprias conquistas.
Isso acontece quando reconhece a emoção do orgulho e começa a ver as suas necessidades, as suas vontades pessoais; reconhece que também precisa ser cuidado e sente toda a humildade que o leva ao seu eu superior.
A cada vez que a vontade de ser indispensável aparece, há uma escolha: vibrar no orgulho, que nos tira do caminho, ou na humildade, que nos devolve a nós mesmos. Esse é o ciclo virtuoso do tipo dois.
Pessoas com essas características são importantes no desenvolvimento da equipe, já que conseguem reconhecer as necessidades e os talentos com muita eficácia, o que as torna excelentes também em enxergar o cliente, tanto o interno como o externo.
Extremamente positivas, sorridentes e envolventes, engajam o time e o desenvolvem ao mesmo tempo. Quanto mais se conhecem, mais se tornam conscientes e mais conseguem usar a sua emoção e a sua intuição a favor de uma liderança responsável.
O foco em tudo é: perceba-se! Ligue o botão da percepção em situações importantes e pergunte-se: por que você faz o que faz?
E como nosso foco é progredir, vamos juntos?
Reflita sobre esses pontos em você. Lembre-se de que aqui trouxemos apenas alguns pontos.
Será que você é o líder ajudante?
Seguimos juntos, usando a Inteligência do Amor como guia para cada uma das nossas decisões, porque queremos um eu melhor, as pessoas à nossa volta melhores, um mundo melhor.
Vamos juntos?
Porque juntos somos +
A governança corporativa organiza. A Governança Humana sustenta. Cuide da sua Governança Humana.
Venha fazer parte do nosso Universo InspireAção, onde fortalecemos pessoas, relações e cultura para perpetuar empresas e legados que importam.
Grazi Cavenaghi é especialista em Liderança Integral - grazicavenaghi@inspireacao.com