O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
O comércio de Votuporanga registrou saldo negativo na geração de empregos com carteira assinada Foto: A Cidade
Da redação
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de janeiro e Votuporanga ficou com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada.
Os dados mostram que o saldo entre contratações e demissões fechou em um posto de trabalho criado. São 1.273 admissões contra 1.272 desligamentos. O setor da indústria admitiu 399 trabalhadores e demitiu 397, portanto um saldo de dois postos de trabalho.
A construção civil demitiu 39 pessoas e admitiu 38, resultando, resultando em -1 vaga. O comércio também registrou saldo negativo (-40 vagas), porque contratou 363 trabalhadores e demitiu 403.
O setor de serviços ficou no azul (47 vagas). São 461 contratações e 414 demissões. No ramo da agropecuária, 12 pessoas foram contratadas, e 19, dispensadas, resultando em -7 vagas.
O Caged é um sistema que coleta e divulga informações sobre o mercado de trabalho formal. Ele monitora os registros de admissões e desligamentos de trabalhadores em empregos formais, ou seja, aqueles que possuem carteira assinada (regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT).
O saldo de empregos criados em um determinado período é calculado subtraindo-se o número de desligamentos do número de admissões no mesmo período. O saldo positivo indica que foram criados mais empregos formais do que perdidos, sinalizando crescimento no mercado de trabalho.
Brasil gera 112,3 mil novos empregos formais em janeiro
O Brasil gerou 112.334 novos empregos com carteira assinada em janeiro de 2026, resultado de 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos.
No acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, foram gerados mais de 1,22 milhão de novos postos formais. Com isso, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47,34 milhões para 48,57 milhões de trabalhadores formalizados.
Unidades da federação
Em janeiro deste ano, 18 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram Santa Catarina, com 19 mil postos, Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306), cada uma com mais de 18 mil novos empregos com carteira assinada gerados no mês.
Regiões
O desempenho positivo foi observado nas cinco regiões do país. A região com maior número de novos empregos formais em janeiro de 2026 foi a Sul, com saldo de 55,7 mil, seguida pela Centro-Oeste, que registrou 35,4 mil, e a Sudeste, com 13,3 mil vagas. A região Nordeste apresentou saldo positivo de 6,1 mil postos, enquanto na Norte foi de 1,7 mil.
Grupos econômicos
No primeiro mês do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. A Indústria liderou, com a abertura de 54.991 postos. Em seguida aparecem os setores da Construção (50.545), de Serviços (40.525) e da Agropecuária (23.073). O número de empregos com carteira assinada criados em todo o país só não foi maior porque, em decorrência da sazonalidade no pós-festas de fim de ano, verificou-se um saldo negativo no Comércio, de 56.800 postos.
Grupos populacionais
No recorte populacional, os homens ocuparam, em janeiro, a maioria das vagas formais geradas no país. Eles foram responsáveis por preencher 94,53 mil postos, enquanto as mulheres ocuparam 17,79 mil vagas. Na análise por faixa etária, adolescentes e jovens de até 24 anos ocuparam 99,5% dos postos: 111,80 mil vagas. Levando-se em conta o nível de escolaridade, as pessoas com nível médio completo foram as que mais preencheram vagas em janeiro (69,61 mil), seguidas daquelas com nível médio incompleto (12,76 mil). No quesito raça, a maior parte dos postos foi preenchida por pessoas pardas (76,56 mil), seguidas das brancas (33,56 mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).
Salários
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78, uma variação positiva de R$ 77,02 (+3,3%) em relação a dezembro do ano passado (R$ 2.312,76). Em comparação com janeiro de 2025, o aumento foi de R$ 41,58 (+1,77%).