Dados da Secretaria Municipal de Assistência Social mostram redução no número de beneficiários do programa no município
Segundo dados da Assistência Social, em 2025, 3.409 pessoas foram cadastradas no benefício na cidade Foto: Lyon Santos/MDS
Da redação
Mais de 5 mil pessoas deixaram de receber o Bolsa Família nos últimos anos em Votuporanga, de acordo com dados apurados pela reportagem do jornal A Cidade junto à Secretaria Municipal de Assistência Social. O levantamento aponta uma redução significativa no número de beneficiários no município.
Conforme o Governo Federal, a queda no número de beneficiários do Bolsa Família no Brasil nos últimos anos está relacionada a um conjunto de fatores administrativos, econômicos e de revisão de cadastros, sem uma única causa isolada.
Em maio de 2023, cerca de 14 mil pessoas eram atendidas pelo programa em Votuporanga. Já em março de 2025, esse número caiu para 9.898 beneficiários, indicando uma diminuição, e em janeiro de 2026, o município registrou 3.411 famílias atendidas pelo Bolsa Família, totalizando 8.818 pessoas beneficiadas, portanto aproximadamente 5 mil pessoas deixaram de receber o benefício.
Ainda conforme os dados, em 2025, 3.409 pessoas foram cadastradas no benefício na cidade. Não existe um cadastro específico apenas para o Bolsa Família, já que as famílias se inscrevem no Cadastro Único, sistema que também serve como base para a seleção de beneficiários de outros programas sociais federais, estaduais e municipais.
O Bolsa Família é composto por diferentes modalidades de benefícios, cujo valor total recebido por cada família varia conforme a composição familiar, levando em consideração o número de integrantes, idade e condições específicas. O Benefício de Renda de Cidadania (BRC) prevê o pagamento de R$ 142,00 por integrante da família. Já o Benefício Complementar (BCO) é destinado às famílias cuja soma dos valores recebidos não atinja R$ 600,00, sendo pago o valor necessário para alcançar esse patamar.
Há ainda o Benefício Primeira Infância (BPI), que concede R$ 150,00 por criança de zero a sete anos incompletos; o Benefício Variável Familiar (BVF), no valor de R$ 50,00, destinado a gestantes, nutrizes e pessoas entre sete e 18 anos incompletos; e o Benefício Extraordinário de Transição (BET), aplicado em situações específicas até maio de 2025 para garantir que nenhum beneficiário recebesse valor inferior ao pago no programa anterior, o Auxílio Brasil.
O programa realiza mensalmente a verificação das informações registradas no Cadastro Único, incluindo composição familiar, renda e idade dos integrantes. Por esse motivo, tanto os valores pagos quanto o número de beneficiários podem variar a cada mês, conforme mudanças nas condições das famílias, como o nascimento de uma criança ou alteração na renda.
Os benefícios são destinados a famílias em situação de pobreza, com renda mensal de até R$ 218,00 por pessoa. Para ter direito ao programa, é necessário que a renda por integrante não ultrapasse esse valor, cálculo feito a partir da soma da renda total da família dividida pelo número de pessoas que a compõem.
Para ingressar no Bolsa Família, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, com os dados atualizados. O cadastro é realizado nos postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Mesmo após a inscrição, a inclusão no programa não ocorre de forma imediata. Mensalmente, o sistema do governo federal identifica automaticamente as famílias que passam a atender aos critérios e que serão incluídas para o recebimento do benefício.