Agora o parecer passará por votação no plenário da Câmara, o que pode acontecer na próxima segunda-feira
O vereador Cabo Renato Abdala (PRD) pode escapar de perder seu mandato na Câmara Municipal Foto: Assessoria
Da redação
Por unanimidade, a comissão que analisa o processo que pede a cassação do vereador Cabo Renato Abdala (PRD) emitiu ontem parecer para o arquivamento da ação. Os três vereadores, Emerson Pereira (PSD), presidente, Débora Romani (PL), relatora, e Marcão Braz (PP), membro, entenderam que não há motivos contundentes para o parlamentar perder o mandato.
Agora o parecer passará por votação no plenário da Câmara, o que deve acontecer na próxima segunda-feira, durante a 11ª sessão ordinária, a partir das 18h. O suplente Roberto Bianchini Júnior (PRD) será empossado para assumir temporariamente a cadeira do vereador Cabo Renato Abdala, permitindo que ele participe da deliberação sobre a aprovação ou não do parecer.
Os vereadores, então, votarão se aprovam ou não, sendo que a maioria simples decide. Caso seja aprovado, o processo é arquivado; se for derrubado, a ação continua em tramitação na Câmara.
No dia 9 de março a Câmara Municipal de Votuporanga votou a abertura de processo administrativo contra Renato por suposta infração político-administrativa. A decisão ocorreu durante sessão legislativa em que os parlamentares analisaram denúncia protocolada no Legislativo municipal.
Na votação, posicionaram-se contra a abertura do processo Roberto Bianchini Júnior, Osmair Ferrari, Debora Romani, Natielle Gama e O Wartão. Os demais parlamentares votaram favoravelmente à continuidade da denúncia. O placar final foi de 9 votos a 5 e, conforme o resultado registrado na sessão, o projeto foi aprovado, deixando aberta a possibilidade de cassação do mandato do vereador.
A denúncia foi protocolada no dia 6 de março. O documento solicita a apuração da conduta do parlamentar com base no Decreto-Lei nº 201/1967, legislação que trata da responsabilidade de prefeitos e vereadores em casos de infrações político-administrativas.
O denunciante é Ormélio Caporalini Filho, servidor público municipal. No documento encaminhado à Câmara, ele pediu a abertura de processo com possibilidade de cassação do mandato do vereador, alegando que o parlamentar teria cometido quebra de decoro parlamentar durante manifestação na tribuna da Câmara.
Segundo a denúncia, durante a 5ª sessão ordinária realizada em 23 de fevereiro de 2026, o vereador teria se referido à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo como “terra de malandro”. O denunciante afirma que a declaração foi feita durante sessão pública, transmitida pelos canais oficiais da Câmara Municipal, e sustenta que a fala teria atingido de forma coletiva a honra de servidores públicos da pasta.