Dados do TSE mostram que todos os candidatos juntos arrecadaram R$ 1.018.645,27 até o momento; gastos serão divulgados após a eleição
Os seis candidatos juntos receberam mais de R$ 1 milhão e gastaram mais de R$ 715 mil Foto: Fábio Pozzebon/Agência Brasil
Da redação
Os candidatos de Votuporanga na eleição que ocorre no domingo já receberam, juntos, mais de R$ 1 milhão desde o começo das campanhas. O dinheiro vem, em sua maior parte, do Fundo Eleitoral, mas também tem doações de terceiros e dos próprios candidatos. Os gastos dos candidatos agora só precisarão ser divulgados após as eleições.
De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), os seis candidatos de Votuporanga receberam R$ 1.018.645,27 entre o começo da campanha e a manhã desta quinta-feira (1), quando a base de dados foi checada pela reportagem. Mais de 92% de todo esse dinheiro, ou R$ 942.707,47, foi provido pelo Fundo Eleitoral. Os R$ 75.937,80 vieram de doações feitas pelos diretórios estaduais dos partidos, terceiros ou dos próprios candidatos.
Os candidatos que mais arrecadaram foram a atual vereadora Débora Romani (PL), que está concorrendo para deputada estadual, com R$ 413.607,80, seguida por Dalbert Mega (PP) com R$ 350.000,00 e Natielle Gama (Podemos) com R$ 100.000,00, sendo que ambos tentam uma vaga de deputado federal. O ranking de arrecadação segue com Sandra Valéria Protetora (Solidariedade), com R$ 92.707,47, Dr. Hery (Avante) com R$ 57.500,00, ambos tentando uma cadeira na Alesp, e Cabo Renato Abdala (PRD), candidato a uma cadeira na Câmara em Brasília, com R$ 4.830,00.
Gastos
Os gastos dos candidatos não mudaram muito desde a última prestação de contas obrigatória do TSE, que terminou no dia 13 de setembro. Mega ainda tem a maior quantidade de gastos contratados, com R$ 435.130,00, seguido por Natielle com R$ 162.054,00, Débora com R$ 40.185,00, Dr. Hery com R$ 38.605,00, Sandra Valéria com R$ 37.789,50 e Abdala com R$ 2.050,00. Juntos, eles gastaram R$ 715.813,50.
Desde a última atualização que o jornal A Cidade publicou sobre o assunto, o único candidato a prestar contas sobre mais gastos foi Dr. Hery. Ele havia gastado R$ 18.251,50 até o dia 15 de setembro. Porém, uma atualização feita por sua campanha no dia 29 de setembro mostrou um gasto atualizado de R$ 38.605,00. A sua arrecadação também foi atualizada, saindo de R$ 27.500,00 para R$ 57.500,00.
Legislação eleitoral
A prestação de contas dos candidatos, de acordo com a legislação, inclui três pontos importantes. A começar pelo relatório financeiro, contendo as informações relativas aos recursos financeiros recebidos pelos candidatos e partidos políticos, que devem ser encaminhados à Justiça Eleitoral no prazo de 72 horas a partir de cada recebimento. É necessário também a prestação de contas parcial, que deve ser enviada entre os dias 9 e 13 de setembro, com toda a movimentação ocorrida do começo da campanha até o dia 8 de setembro, incluindo doações recebidas em dinheiro ou estimáveis, recursos do Fundo Partidário, do FEFC e gastos realizados. Por último, a prestação de contas final, que deve ser entregue entre 5 de outubro e 3 de novembro (30 dias após o 1º turno) e, para candidatas, candidatos e agremiações que participem de um possível 2º turno, entre 26 de outubro e 14 de novembro (20 dias após o 2º turno).
Fundo Eleitoral
Após a proibição da doação de empresas para candidatos e partidos em 2017 por parte do STF (Supremo Tribunal Federal), foi criado o Fundo Eleitoral para sanar a falta de recursos para partidos políticos. Ele é financiado com recursos públicos e nessas eleições distribuiu quase R$ 5 bilhões para os 30 partidos registrados no TSE.
As maiores fatias ficam com o PL, com cerca de 882 milhões de reais; depois vem o PT, com 615 milhões; e em seguida, o União Brasil, com 526 milhões. Juntos, os três partidos concentram cerca de 41% do total. Na outra ponta, dez legendas vão ter direito à cota mínima, que é de aproximadamente três milhões e trezentos mil reais. A maior parte do dinheiro é distribuída de acordo com o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara e com os votos recebidos para deputado federal na eleição anterior.