A Agência Nacional de Aviação Civil afirma que são quase 3,8 milhões de drones cadastrados no Brasil para todos os tipos de uso
Drones agora serão separados em três categorias Foto: A Cidade
Da redação
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou, na semana passada, as novas regulamentações para drones no Brasil. O Regulamento Brasileiro da Aviação Civil número 100 (RBAC 100) determina a separação dos drones em três tipos de operações. São elas aberta, específica e certificada.
A agência determina que na categoria aberta sejam enquadrados os voos com altitude máxima de 120m, sem sobrevoar pessoas e com equipamentos de até 25kg. Apesar da obrigação do curso de operador de drones, não existe necessidade de autorização prévia da Anac para cada voo.
Sob a categoria específica estão operações com risco moderado, onde o operador da aeronave deverá apresentar um plano com informações como a altitude máxima do voo, distância mínima das pessoas, espaço aéreo utilizado e características do aparelho. Isso é necessário para poder garantir a segurança da atividade.
A terceira categoria, a certificada, é para voos de mais complexidade ou risco elevado. Tais eventos exigem certificação do sistema de aeronave não tripulada, do operador e do piloto remoto, além de supervisão mais robusta por parte da Agência.
A reportagem conversou com Júnior Fernandes, professor na área de drones do Sest/Senat em Votuporanga e piloto certificado. Ele acredita que as mudanças são boas, mas elas precisam ser aplicadas e fiscalizadas. “Sobre essas novas regras, elas são uma tentativa de equiparação com as leis do trânsito, principalmente nos quesitos segurança, risco, fiscalização e regularização de uma nova área que está sendo construída muito rapidamente no nosso país. Tudo em prol de uma atividade segura, contemplando os riscos antecipadamente para evitar os sinistros”, afirmou.
Quase 3 milhões de drones
O Brasil possui, de acordo com a Anac, 3.722.455 drones cadastrados para as mais diversas atividades. Desses, 1.447.437 são utilizados para recreação, 543.359 para aerocinematografia e 328.088 para aerofotografia.
Outros usos comuns para as aeronaves não tripuladas são a pulverização de insumos agrícolas, segurança pública/defesa civil e aeroinspeção. O que levou à publicação das novas regras da Anac foi a grande popularização do equipamento - que pode custar a partir de R$ 150.