Das mãos dos médicos que ajudaram a construir a história de Votuporanga às novas gerações que moldam o futuro
A esquina das ruas Pernambuco e Paraná. Foto: Acervo Municipal
Da Redação
Milhares de histórias passaram pelos consultórios, hospitais e salas de emergência ao longo destes 89 anos da cidade. Médicos experientes ajudaram a escrever capítulos marcados por dedicação, coragem e compromisso com a vida. Agora, uma nova geração assume esse legado, trazendo conhecimento atualizado, novas tecnologias e o mesmo propósito de cuidar das pessoas. Entre a experiência de quem fez história e o entusiasmo de quem começa a construí-la, a medicina votuporanguense segue unindo passado, presente e futuro.
Cinco décadas dedicadas a cuidar de Votuporanga
Há 50 anos, o médico ortopedista Adolfo de Melo faz parte da história da saúde de Votuporanga. Natural de Novo Horizonte, chegou à cidade após se formar em Medicina pela UFRJ e especializar-se em Ortopedia, tornando-se um dos pioneiros da região. Atuou por meio século na Santa Casa de Votuporanga, foi provedor da instituição por quatro anos e colaborou na fundação do Hospital Unimed, além de manter consultório particular. Entre as lembranças mais marcantes, destaca o atendimento ao empresário Rubens Facchini, vítima de um grave acidente em Imperatriz do Maranhão. Chamado pela família, acompanhou os primeiros socorros e a transferência até Votuporanga, onde o paciente se recuperou plenamente.
Ao olhar para os 89 anos do município, Adolfo atribui o crescimento da saúde ao trabalho coletivo de profissionais e lideranças. À nova geração de médicos, deixa um conselho: nunca deixem de estudar.
“A medicina exige atualização permanente e compromisso com a vida. Desejo que os futuros profissionais continuem construindo uma Votuporanga cada vez mais forte e referência em saúde”, disse.
O futuro da saúde começa com uma nova geração
Enquanto inúmeros profissionais que ajudaram a construir a história da saúde no município compartilham décadas de experiência, uma nova geração de médicos chega trazendo conhecimento atualizado, novas tecnologias e diferentes perspectivas de atendimento.
Formado na Unifev (Centro Universitário de Votuporanga), o médico ortopedista Gilberto Fortunato Righetto Neto, 29 anos, que atua na Santa Casa, analisa que existe uma integração muito positiva entre os médicos mais experientes e a nova geração, com troca constante de conhecimento, orientação e respaldo.
Ao olhar para o futuro, acredita que a implantação do Hospital Materno-Infantil, somada ao fortalecimento da Santa Casa e à ampliação dos serviços especializados, consolidará ainda mais Votuporanga como referência regional em saúde.
Para Neto, o verdadeiro desenvolvimento acontece quando o progresso caminha ao lado da sensibilidade. Por isso, ele sonha em contribuir para uma Votuporanga que continue crescendo, inovando e sendo referência, mas que nunca deixe de colocar as pessoas em primeiro lugar. “Quero ajudar a construir uma cidade cada vez mais evoluída, sem perder a essência do cuidado humanizado que sempre fez parte da nossa história.”
Você sabia que onde hoje funciona a Unifev já foi um dos principais pontos de cuidado com as crianças?
Na década de 1950, a esquina das ruas Pernambuco e Paraná abrigava o Posto de Puericultura, uma importante conquista para a saúde infantil do município. O posto chegou a realizar mais de 50 atendimentos diários nos primeiros meses de funcionamento. O serviço oferecia acompanhamento e cuidados às crianças em uma época em que a assistência à infância ainda dava seus primeiros passos. Desativado em 1970, o prédio passou a integrar o patrimônio da Fundação Educacional de Votuporanga