Grazi Cavenaghi (Foto: Divulgação)
Seja incrivelmente bem-vinda ao nosso encontro de todo sábado. É uma alegria ter você aqui. E começamos, como sempre, com a nossa intenção. Qual é a sua intenção para o agora? A intenção traz atenção, e tudo em que colocamos atenção em nossa vida cresce. A minha, aqui hoje, é fechar essa semana e abrir a semana do Dia das Mulheres celebrando a vida de todas nós, para que você retome o poder que tem, com verdade.
Você já ouviu isso? Isso é coisa de mulher. Isso é coisa de homem. Será que existe essa divisão? Talvez exista mesmo, porque tem coisas que são assim mesmo, como gestar uma vida, porém, somos todos humanos, somos únicos e o Uno ao mesmo tempo.
Sonho com o dia em que possamos nos ver como seres humanos. Sem tantos rótulos. Sem tantas divisões. Com respeito ao masculino e ao feminino sagrados que existem em cada um de nós.
E enquanto esse dia não chega, seguimos aqui mais conscientes, e hoje contar algo que vivi esta semana. Algo novo.
Algo que me tocou fundo: escrevi pela primeira vez o prefácio de um livro. Não qualquer livro. O livro de vinte mulheres empreendedoras.
Quando recebi a prévia para ler, mergulhei em cada história. E de cada história eu tirava sete lições de vida. Queria trazer para o prefácio algo que fizesse cada mulher entender ainda mais o potencial imenso que tem. Cumprindo, assim, a minha missão.
Mas eu escrevia, escrevia. E ainda não estava bom.
De repente, veio uma luz. Ouvi algo me dizendo: traga o que uniu essas mulheres. Qual é o propósito desse grupo? Escreva sobre conexões. Conte como você chegou a esta cidade. Conte por que hoje você foi chamada para escrever esse prefácio.
Então eu obedeci.
E entendi que essa história não havia nascido ao acaso. Ela nasceu do meu sim, dito com o coração.
Recebi a ligação de uma amiga com um convite para um projeto de voluntariado. Aceitei sem saber o que viria pela frente. Uma conexão levou à outra. E à outra. E à outra. Dali surgiram clientes. Dali surgiram amigos. Dali surgiu esse grupo de mulheres. Dali surgiu e se intensificou a minha paixão pelas conexões de verdade.
Nem em meus melhores sonhos eu havia imaginado escrever o prefácio de um livro. E eu fui. Por quê? Porque estava na minha missão de vida. Quando você está na sua missão, as coisas fluem. As portas certas se abrem. As pessoas certas chegam.
E eu digo a você com toda a certeza: quando mulheres se unem pela força da colaboração, atraídas pela luz, com humildade, o sucesso é apenas uma consequência. Porque essa união, esse amor entre mulheres, eu costumo chamar de união 3P. Ela é possível. Ela é potente. E ela é próspera.
E não é só de mulheres, não. Nessa teia toda há muitos homens também. Somos regidos por um Deus que não divide homens e mulheres. Ele une. E nos recorda que não há necessidade de divisão ou medo. Há apenas conexão e amor.
Como nos ensina o livro mais lido do mundo:
“Dois são melhores do que um, porque têm boa recompensa no seu trabalho.”
Eclesiastes 4:9
E para o milagre acontecer, precisamos primeiro olhar para nós. Voltar-nos para dentro. Para a nossa essência. Para o nosso feminino.
É hora de tirar a roupa de Mulher Maravilha e assumir o seu lugar de potência de ser mulher, com as suas fortalezas e as suas fraquezas. O autoconhecimento é o primeiro passo. Sempre foi.
Com a correria do dia a dia, esquecemos de olhar para a nossa natureza. Muitas vezes nos masculinizamos. Ou nos escondemos atrás de roupas, acessórios, usamos máscaras. O nosso momento pede empoderamento pela essência. Pelo olhar para o nosso coração. Pela nossa intuição. Por amar o nosso corpo como ele é hoje. Por respeitar as nossas fases, porque somos, sim, mulheres de fases.
Ser mulher não significa ser mais ou menos que ninguém.
Ser mulher é ser você na sua essência.
Ser mulher é olhar e acolher com amor todas as suas fases.
Ser mulher é amar o seu corpo, cuidar do seu corpo.
Ser mulher é respeitar-se nas suas vulnerabilidades.
Ser mulher é ser você.
Ser mulher é olhar a outra como igual, como irmã, nem mais e nem menos.
Quando uma mulher cresce, todas crescem. Quando uma mulher muda o rumo da sua vida, ela muda todos aqueles que estão à sua volta. Homens e mulheres juntos, unindo e não dividindo. É assim que o mundo muda. É assim que a história se reescreve.
E, como nosso foco é progredir, vamos juntos?
Comece todos os dias olhando-se por inteira, com suas “luzes e sombras”. Como estou hoje?
Como está meu corpo?
Que fase estou vivendo?
Que conexão de verdade tenho adiado por medo?
Que mulher da minha jornada merece ser celebrada hoje?
Olhe para si. Ame-se. Acolha-se. E acolha as mulheres da sua jornada.
Quando mulheres se unem, o mundo muda.
A sua história é sua, é minha e é de todos nós. Que possamos todos os dias celebrar a beleza de sermos mulheres e juntas cumprirmos a nossa missão, cada uma, na troca, potencializando a outra.
Seguimos juntos, conectados, celebrando a força de cada história, porque queremos um eu melhor, pessoas melhores à nossa volta e um mundo melhor.
Vamos juntos?
Porque juntos somos +