Para visualizar a notícia, habilite o JavaScript na página!
Impressão bloqueada!
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://www.acidadevotuporanga.com.br/artigo/2026/06/onde-foi-parar-o-desejo-de-aprender-n87320 ou as ferramentas oferecidas na página. Se precisar copiar trecho de texto para uso privado, por favor entre em contato conosco pelo telefone (17) 3422-4199 ou pela nossa central de atendimento: http://www.acidadevotuporanga.com.br/atendimento/fale-conosco
São inúmeras as discussões sobre a Educação Nacional, da creche ao doutorado, tanto na rede pública quanto na privada. Acredito que as pessoas, desde a mais tenra idade, só se envolvem de fato com o processo de formação quando sentem desejo de aprender. E esse envolvimento é mediado por professores que, no mínimo, passaram por uma graduação em Pedagogia. Fala-se muito sobre “aprendizagem significativa” como ponte entre as crianças e o mundo do conhecimento. Fui buscar nos livros e cadernos dos meus netos, de 5, 9 e 12 anos, pistas sobre os tais “desafios à aprendizagem significativa”. Não encontrei. Com exceção da minha neta de 12 anos, não havia nada que desafiasse a curiosidade ou mostrasse a aplicabilidade real do conteúdo que, supostamente, estavam aprendendo. Por isso me parece claro: o desejo de aprender, ler, comunicar-se e conviver com as experiências dos outros não faz parte do ambiente oficial de aprendizagem, a escola. Mas tenho um bom motivo para elogiar o que vi nos últimos dias com minha neta. Ela nos contou que estava em “um projeto para apresentar na escola”. Fui atrás de detalhes e descobri, felizmente, uma provocação real: o projeto exige que ela busque subsídios para resolver um problema concreto envolvendo Geopolítica, Matemática Financeira e autonomia na construção de caminhos de pesquisa. Inclusive com fatos de lugares distantes, como a Europa. Nunca a vi tão envolvida com a aquisição de conhecimento. Muito além de decorar países, capitais e detalhes que nada acrescentam à sua formação efetiva. Felizmente, há professores que escapam da mesmice de reproduzir livros didáticos monótonos. Enquanto isso, nós adultos nos preocupamos com celular na escola, discutimos se matemática financeira deve ser componente curricular e nos perdemos em formalismos improdutivos.
Notícia publicada no site: www.acidadevotuporanga.com.br
Endereço da notícia: www.acidadevotuporanga.com.br/artigo/2026/06/onde-foi-parar-o-desejo-de-aprender-n87320
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link {{link}} ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do jornal A Cidade estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Se precisa copiar trecho de texto para uso privado, por favor entre em contato conosco pelo telefone (17) 3422-4199 ou pela nossa central de atendimento: http://www.acidadevotuporanga.com.br/atendimento/fale-conosco