Quando uma amiga dedicou seus olhares para o texto publicado na semana passada (19/08/2026) e deu tratos à bola nos provocando na direção de ampliar o processo de construção da “pirâmide” da corrupção desenfreada entre pessoas às quais podemos corromper, mas não com muita facilidade.
Toda corrupção é, por natureza, uma construção muito complexa e que exige cuidados essenciais com o outro, aquele que pode pôr a ruir a “pirâmide” que desejamos construir, ainda que o número de corrompidos poderá ser muito além do esperado.
Minha amiga conseguiu, segundo palavras que ela mesmo produziu em seus escritos, me corromper sabiamente. Provocou meus pensamentos na direção da possibilidade da existência da boa e reconfortante corrupção, à qual me dedicarei a apresentar.
“Amigo, por outro lado eu vejo que a corrupção pode ser vista por um ponto positivo, calma vou explicar”, escreveu, minha querida amiga.
Que tal se buscarmos, com todo o fôlego, forças e emoções, subornar o maior número possível de pessoas com o nosso amor, empatia e entregas amorosas de todas as espécies humanas possíveis. Todas as coisas boas que somos capazes de encontrar, incentivar e favorecer a adoção da corrupção amorosa ativa.
Com muita certeza teremos do outro lado da moeda de troca da amorosidade, os muitos outros corruptos do bem. O mundo certamente precisa contar com mais e mais corruptores amorosos com o objetivo de conquista das “regalias do bem viver”.
No entanto, esta epidemia corruptiva destruirá o devastador vírus social do “levar vantagem em tudo. ” A palavra corromper, negativamente presente, reconhecida e recorrente, poderá ser transformada em nossas mentes como fenômenos positivos.
Nossa tarefa, doravante, será encontrar pessoas que transformaremos em corruptos para vantagens nobres e socialmente relevantes para todos. Se somos capazes de um tipo seremos muito melhores com este tipo, não é?