Prof. Manuel Ruiz Filho - Mestre em Contabilidade Avançada (Foto: Arquivo Pessoal)
Querendo uma explicação de fácil entendimento, fiz uma pesquisa e encontrei exatamente o que eu queria que todos nós entendêssemos para não ficarmos dizendo besteiras sobre o tema: ‘O socialismo’. O que é? Em que consiste? O que significa? Quais são os seus princípios básicos? Pelo que pesquisei é uma porcaria. ‘Me perdoem os porcos, a comparação’. Eu colhi alguns argumentos explicados de forma simples, para que se entenda porque em todo o mundo o tal sistema não deu certo. Esta é uma analogia simples, com uma explicação escolar, na qual não iremos rever as complicadas raízes dessa nojeira. Não citaremos Karl Marx, Lenín e muito menos trataremos as intrincadas doutrinas emanadas do Kremlin. Nada disso. Entendeu? Aqui somente nos situaremos em uma universidade imaginária e, narraremos o ocorrido no interior de uma de suas salas de aula. Imagine que você seja um aluno numa dessas salas de aulas. Pronto, aqui está a sua carteira. Pode sentar. Numa citada aula diária surgiu uma acalorada discussão entre o professor de Economia e seus alunos. Os alunos defendiam que o socialismo era bom, funcionava bem e que era a melhor forma de governo, pois nele não existiam as terríveis diferenças de classes sociais, não havia noções de pobreza e nem de riqueza, já que todos eram iguais. Vamos aos verdadeiros fatos: Comentava-se que a produção caso gerasse riqueza, seria repartida equitativamente entre todos para o benefício comum. O professor que escutava com atenção, resolveu então fazer uma experiência com todos os alunos e, propôs um plano que eu vou expor a você, meu estimado leitor: Muito bem. De agora em adiante faremos uma experiência, disse ele: as notas obtidas por cada um de vocês, em suas provas, serão somadas e repartidas entre todos os demais alunos. Assim, cada um obterá o benefício do estudo e do esforço comum. Ainda que a maioria dos estudantes não entendesse muito bem o novo plano, aqueles que estavam mais atrasados em seus estudos e, que eram em maior número na classe, aceitaram de imediato. Ao terminar a correção de todas as provas, viu-se que as notas apuradas e divididas somaram a média de 7.7 para cada participante. Como é natural, os estudantes que não tinham se preparado bem para a prova, ficaram felizes e satisfeitos, enquanto os que haviam estudado bastante ficaram inconformados. Era de se esperar, lógico. Quando realizaram a segunda prova, os estudantes que pouco estudavam, estudaram menos ainda. Os que haviam estudado muito, decidiram não se empenhar tanto, já que não iriam conseguir obter uma nota dez. Para que dormir pouco estudando, se de qualquer modo não levariam em conta seus esforços? A média da segunda prova dividida para todos foi de 6.5. Sem se darem conta, estavam estabelecendo os princípios básicos de uma teoria um tanto estranha. Mas quando terminaram a terceira prova foi à gota d’água: a média foi de 4.0. Todos ficariam reprovados, claro. Daí, deu início a uma pequena revolta. Os estudantes começaram a brigar entre si culpando uns aos outros pelos fracassos obtidos, até chegar aos ressentimentos e aos insultos, inclusive aos golpes, já que nenhum estava disposto a estudar para que fossem beneficiados os que nada estudaram. E ocorreu o que já se esperava. As notas não melhoraram no último bimestre e obviamente todos ficaram de recuperação na matéria de Economia. O professor perguntou então, se todos compreendiam agora o significado do socialismo no qual tudo é de todos e, ao mesmo tempo de ninguém, em particular. É isso aí, pessoal. As notas que foram obtidas, pertenciam a toda classe e não a cada aluno individualmente. A lição da aula terminou. A explicação é que o ser humano está disposto a sacrificar-se trabalhando duro quando a recompensa é atraente e justifica o esforço próprio, mas quando o governo suprime esse incentivo e tira do produtivo para dar ao que nada produziu, ninguém mais vai fazer o sacrifício necessário para conseguir a excelência. Para que? Não se pode criar prosperidade desalentando a iniciativa própria. Não se pode fortalecer os fracos debilitando os fortes. Não se pode ajudar os pequenos esmagando os grandes. Não se pode melhorar o pobre destruindo o rico. Não se pode elevar o assalariado oprimindo a quem paga os salários. Não se pode resolver problemas enquanto se gasta mais do que se ganha. Não se pode promover a fraternidade e o progresso da humanidade promovendo e incitando o ódio de classes. Não se pode garantir uma adequada segurança com dinheiro emprestado. Não se pode formar o caráter e o valor do homem lhe tirando sua independência, sua liberdade e sua iniciativa. Não se pode ajudar aos homens permanentemente realizando por eles o que eles podem e devem fazer por si mesmos. Nem sempre a voz do povo é a voz de Deus. A maioria não tem que ter a razão sempre só por ser maioria. Às vezes, têm superioridade numérica, nada mais que isso. Entendeu meu especial amigo leitor???
Recado meu nesta semana: Morre lentamente quem evita uma paixão, quem não arrisca a certeza pela incerteza para correr atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo e quem não consegue entender o silêncio. De nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio delas que estão todos os valores que precisamos.