Grazi Cavenaghi é especialista em Liderança Integral - grazicavenaghi@inspireacao.com (Foto: Divulgação)
Na semana passada, iniciamos o processo de volta para casa. Hoje, começamos a nossa jornada de liderança baseada no autoconhecimento, refletindo sobre o Eneagrama para líderes, um mapa de desenvolvimento que mostra por que fazemos o que fazemos: a nossa personalidade.
Um caminho para nos reconhecermos, tomarmos consciência de quem somos, dos nossos potenciais e do que nos faz desviar do nosso propósito.
Esse mapa é uma ferramenta de desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional. Costumamos até brincar dizendo que em “empresa eneagramada” há pessoas melhores, comprometidas com elas mesmas e com o todo. Conhecer o tipo de cada um dos profissionais, as suas motivações, as suas estratégias, os seus padrões, as suas limitações, permite uma abertura de respeito, de compaixão, uma consciência de como agimos e reagimos, e isso promove uma evolução efetiva, melhora a comunicação, os relacionamentos, a produtividade, os resultados.
Você com certeza vai se reconhecer em todos os nove tipos, porém um deles é o seu principal. Claro que não estamos aqui para definir ninguém, e nunca isso seria possível, e sim para juntos sermos melhores, pois somos a nossa história, e a personalidade que conhecemos com essa ferramenta é apenas um pedacinho de tudo o que nos compõe.
Como tudo na vida, o Eneagrama tem os dois “lados da moeda”. Assim, conhecer o seu tipo ajuda a reconhecer quando o lado que tira você do seu eixo está dominando você: as nossas emoções viciadas e as nossas fixações mentais.
Esse é o ciclo vicioso, o que nos tira do caminho de ser quem somos, nos coloca no medo e nos faz vibrar em baixa consciência. Mas viemos para buscar sabedoria, e o outro lado é o ciclo virtuoso: o caminho da virtude, o caminho do bem.
Então, vamos lá, mergulhar neste conhecimento.
Falaremos hoje do líder tipo um, conhecido como o trabalhador, o disciplinado, o perfeccionista.
São pessoas que acreditam que o mundo deveria ser um lugar de coisas perfeitas e de pessoas perfeitas, e acabam julgando muito a si e ao outro. Seguem normas e são inflexíveis quanto ao que acham ser o correto.
Gostam de um ambiente de trabalho com regras claras e têm a pontualidade como valor importantíssimo. Buscam altos padrões e se mantêm constantes no objetivo traçado, incentivando o uso de procedimentos-padrão e burocráticos, o que pode ser visto pelo time como exigência demais.
É motivado pela busca de qualidade em tudo o que faz e tem o foco em fazer o que é correto, ter o procedimento pronto, sem pensar na recompensa que terá. Os seus feedbacks costumam ser focados nos erros; logo, vale atenção para não ser crítico demais.
Tem um nível de cobrança alto consigo e não gosta de receber críticas, o que pode levá-lo a ter baixa tolerância. Tem a ira como a emoção que o vicia e o tira do seu eixo central. Muitas vezes, explode a sua raiva de forma descontrolada, como se fosse o pneu que “estoura”.
Antes do estouro, porém, a ira costuma ficar guardada por dentro, e o olhar se fixa só no que está errado. Se você se reconhece aqui, sabe como é essa cobrança: o detalhe fora do lugar, o atraso de cinco minutos, o relatório que poderia estar melhor. Ela cobra de você e cobra de quem está ao lado. Nada parece bom o suficiente, nem o que você faz com excelência. É o velho “engolir sapo”, e o estômago sente.
E, na empresa, esse peso tem preço: o time para de trazer ideias com medo da crítica, e os erros passam a ser escondidos em vez de corrigidos.
Por trás de tanta cobrança, existe um desejo legítimo: o de fazer o certo. Que tal incluir você mesmo na lista de quem merece paciência? E entender que nem tudo o que você acha ser o correto realmente é. É assim que você volta ao ciclo virtuoso e exerce uma liderança realmente justa, que veio para aprimorar o mundo com serenidade.
Quanto mais reconhece os seus comportamentos excessivos, mais toma consciência, mais se torna tolerante consigo e com o outro, se cobra menos, abre-se para o novo e acessa a sua maior virtude, a serenidade.
A cada irritação, há uma escolha: vibrar na ira, que nos tira do caminho, ou na serenidade, que nos devolve a nós mesmos. Esse é o ciclo virtuoso do tipo um.
É o líder que retrata o que existe em nós de mais íntegro, disciplinado e honesto. É extremamente comprometido e responsável, é “mão na massa”, fazendo acontecer, seguindo regras, tudo isso com muita integridade. Também possui a habilidade de transformar coisas complexas em processos corretos e eficazes.
O foco em tudo é: perceba-se! Ligue o botão da percepção em situações importantes e pergunte-se: por que você faz o que faz?
E como nosso foco é progredir, vamos juntos?
Reflita sobre esses pontos em você. Lembre-se de que aqui trouxemos apenas alguns pontos.
Será que você é o líder perfeccionista?
Seguimos juntos, usando a Inteligência do Amor como guia para cada uma das nossas decisões, porque queremos um eu melhor, as pessoas à nossa volta melhores, um mundo melhor.
Vamos juntos?
Porque juntos somos +
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Grazi Cavenaghi é especialista em Liderança Integral - grazicavenaghi@inspireacao.com