Comandante André Navarrete fala com exclusividade com o A Cidade sobre ocorrências de estupro e reforça atenção das famílias
O capitão da Polícia Militar, André Navarrete, comandante da 3ª Companhia da PM, conversou ontem com o A Cidade. Foto: A Cidade
Da redação
O capitão da Polícia Militar, André Navarrete, comandante da 3ª Companhia da PM de Votuporanga, conversou com exclusividade com a reportagem do jornal
A Cidade sobre a questão dos casos de estupro na cidade e alertou para o abuso sexual de menores, destacando o perfil das ocorrências e a importância da atenção das famílias diante desse tipo de situação.
Segundo o capitão, esse tipo de ocorrência não é frequente no município, sendo registrado de forma esporádica, com meses em que não há casos e outros em que há registros pontuais. “O ponto principal que nós observamos em índices quando acontece são ocorrências que envolvem criança dentro de residências, então a principal ocorrência de estupro que nós temos é aquela, mais de 90% das ocorrências envolvem criança, então é estupro de vulnerável. Normalmente são parentes, às vezes tio, avô, às vezes o próprio pai, abuso de menores, não só de meninas, mas também de meninos. Então a gente pede que as famílias fiquem atentas, liguem no 190, caso observe uma situação estranha, observe um comportamento diferente do seu filho. Procure a polícia, procure o órgão médico, procure o hospital também se não quer fazer o contato diretamente com a polícia, se quer primeiro verificar a parte médica, psicológica”, afirmou.
De acordo com Navarrete, quando a Polícia Militar é acionada para esse tipo de ocorrência, o procedimento inclui o encaminhamento da vítima para atendimento hospitalar e acompanhamento psicológico, com foco na escuta especializada da criança ou adolescente. “A gente está à disposição, a gente alerta os pais, que é a realidade do nosso município, infelizmente, quando nós temos esse tipo de ocorrência, na sua maioria envolve o menor, está dentro de residências; então, fica muito difícil para o ostensivo estar verificando esse tipo de ocorrência”, disse.
O comandante informou ainda que há registros pontuais de violência sexual envolvendo adultos, mas que esses casos são menos comuns e, em geral, os envolvidos acabam sendo identificados. Segundo ele, as forças de segurança atuam de forma integrada nessas situações. Navarrete também destacou o trabalho realizado pela Polícia Civil no enfrentamento desse tipo de crime. “Nós temos um apoio muito grande da Polícia Civil, que vem fazendo um trabalho brilhante também nessa área”, declarou.
Por fim, o capitão destacou a importância da denúncia e da busca por ajuda, ressaltando que a polícia realiza a coleta de informações sempre que há registros desse tipo de delito. “A gente pede que as pessoas procurem a polícia, eu sei que é um delito complicado, que envolve violência contra a mulher, não só contra a mulher, mas também contra homens; nós temos esse tipo de ocorrência também contra homens, mas não é a regra. O mês anterior, nós tivemos zero, o mês retrasado nós tivemos uma ocorrência que envolveu maior, e na sua maioria foram menores, então nossa preocupação maior são com as crianças nesse tipo de ocorrência, que é o que tem acontecido”, concluiu.