Funcionários do Poupatempo de Votuporanga têm reclamado da situação Foto: Arquivo pessoal
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
O Poupatempo de Votuporanga, localizado na rua Bahia, número 3.389, na região central da cidade, está com presença de pombos e é motivo de reclamações por parte de pessoas que trabalham no local. A situação foi apurada pelo jornal
A Cidade junto a trabalhadores da unidade, que relataram a presença das aves em diferentes áreas do prédio.
Segundo os relatos obtidos pela reportagem, anteriormente os pombos permaneciam principalmente nas entradas dos climatizadores. Agora, de acordo com os trabalhadores, as aves passaram a dividir espaço com os cidadãos que procuram atendimento na unidade.
Os relatos apontam ainda que a situação é considerada difícil e preocupante por quem trabalha no local. A reportagem do
A Cidade apurou que há ninhos dentro da unidade, entre eles um localizado sobre um climatizador instalado na cozinha.
Também foram relatadas a presença de fezes de pombos em paredes e a existência de penas das aves em áreas do prédio.
Procurado pela reportagem, o Poupatempo informou que a Prefeitura de Votuporanga, responsável pelo imóvel onde funciona a unidade, já foi acionada sobre a presença de pombos, para que sejam adotadas as medidas necessárias. “Os serviços de manutenção e limpeza estão regulares e, como medida preventiva, o Poupatempo está contratando higienização especializada e a vedação dos pontos de acesso das aves ao prédio. O atendimento segue normalmente, sem impacto à população”, informou o Poupatempo.
Problemas para a saúde
Em conversa com o
A Cidade, o dr. Sebastião Guidi, médico da Saúde da Família da Santa Casa de Votuporanga, explicou que os pombos podem trazer alguns riscos à saúde, principalmente quando existe acúmulo de fezes. “Isso tanto em telhados, forros, locais fechados, e quando essas fezes secam e são varridas, por exemplo, as partículas contaminadas podem ficar suspensas no ar e serem inaladas. E isso pode causar infecções graves, como criptococose, histoplasmose, que atingem principalmente os pulmões, em casos mais graves até o sistema nervoso central”, comentou.
Segundo o profissional, também pode ocorrer contaminação por algumas bactérias, no entanto, o simples fato de um pombo passar ou ficar perto de uma pessoa, geralmente não representa um grande risco. “O maior cuidado deve ser durante limpeza. Então, por exemplo, tem as fezes das pombas e elas secaram, então não se deve varrer essas fezes secas porque essas partículas ficam mais propensas a subirem. E a gente acabar inalando. Então, sempre que tiver fezes, umedecer o local, jogar uma água. E pessoas com imunidade baixa precisam ter uma atenção redobrada. Existe até uma cartilha do Ministério da Saúde, orientando esses cuidados”, acrescentou o dr. Sebastião.