Falaram o vereador Sargento Moreno (PL), o presidente do PL local Marcello Stringari, o presidente do PT local Guilherme Gasuqes e o ex-vereador Jura
Falaram o vereador Sargento Moreno (PL), o presidente do PL local Marcello Stringari, o presidente do PT local Guilherme Gasuqes e o ex-vereador Jura Fotos: Assessoria, Assessoria, A Cidade, Arqueivo Pessoal
Da redação
O jornal
A Cidade também procurou algumas lideranças da direita e da esquerda para comentarem a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais sobre Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25).
O vereador Sargento Moreno (PL) criticou a extensão de horário de votar, mesmo que a campanha do candidato do PL também tenha feito o mesmo pedido, e afirmou que “mais uma vez a gente vê a nossa Constituição sendo rasgada. Pela primeira vez no Brasil acontece uma situação dessa. E justamente por um ministro que foi indicado pelo Lula, que foi advogado do Lula no processo da condenação dele e ainda fazia parte da equipe de advogados da campanha. Então, eu acho isso tudo muito nebuloso, vamos dizer assim. É muito obscuro para que se tivesse uma transparência de regularidade.” Zanin foi advogado do presidente reeleito durante o processo da Lava Jato, mas não fez parte da atual campanha de Lula para reeleição, como infere o vereador.
Outro que deu uma declaração foi o presidente do PL local e secretário de Esportes, Marcello Stringari. Ele também levantou dúvidas e pediu explicações sobre a prorrogação do horário de votação. “Democracia não é apenas votar e aceitar um resultado. É também garantir que as regras sejam claras, respeitadas e aplicadas com igualdade para todos. A decisão de um ministro do Supremo de prorrogar o horário de votação justamente no momento em que as urnas deveriam ser encerradas foi, no mínimo, uma medida que exige explicações. Uma mudança dessa dimensão, anunciada em cima da hora, levanta questionamentos sobre segurança jurídica e igualdade de condições. Não basta pedir confiança da população: é preciso dar transparência aos atos e esclarecer todas as dúvidas. O PL tem o dever de acompanhar os fatos, cobrar respostas e utilizar os meios legais para que os questionamentos sejam devidamente analisados. Ninguém está acima do dever de explicar seus atos, e nenhuma dúvida relevante deve ser tratada como inconveniente. Respeitar a democracia é também ter coragem de fiscalizar, questionar e exigir transparência.”
Por parte do lado vitorioso, o presidente do PT local, Guilherme Gasques, comentou a mobilização e destacou a participação popular durante o período eleitoral. “Nós acreditamos que essa foi uma vitória diferente, não pelo resultado final, mas pela forma que foi construída ao longo do tempo. Há bastante tempo a gente não via em Votuporanga a participação popular nas ruas. E nesse ano, após o primeiro turno, nós conseguimos fazer algumas atividades, principalmente com a juventude, que decidiu sair às ruas para lutar por um país soberano, por mais recursos para a saúde, e isso de verdade marcou essa eleição”, comentou.
Já o ex-vereador Jura, atualmente do PSB, destacou o papel da mobilização da juventude nas manifestações de apoio ao presidente reeleito e declarou estar aberto a ajudar o prefeito Jorge Seba (PSD) a conseguir recursos em Brasília. “Nós ficamos surpresos com a mobilização da juventude. E a juventude da faixa etária dos 16 até 30 anos, onde estudantes do ensino médio, da faculdade, da universidade, das escolas estaduais, entraram na campanha e vêm com a nova linguagem, com a nova roupa, não discutindo a questão de partido político, mas essa juventude veio defendendo a democracia. E nós, as lideranças da base do governo em Votuporanga, vamos fazer um trabalho em Brasília para que as portas estejam abertas para a cidade, independente do partido”, afirmou o político.