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Inicio este texto com a lembrança de quando criança tive a vivência, ao lado de meu pai, de me encontrar em um espaço que favorecia a presença do ECO e tive a reprodução imediata de nossas falas e ruídos. Foi uma experiência emocionante para mim, talvez a primeira que desafiou meus pensamentos e gerou indagações internas que, de certa forma, permaneceram insolúveis por muitos anos. Naquele dia me encontrei com o ECO, algo que invadiu o espaço e retornou aos meus ouvidos com as mesmas palavras e depois ruídos que eu havia produzido. Talvez, como criança, sentia a alegria de ouvir a mim mesmo e sentir-me uma pessoa que encontrou eco e o retorno de sua manifestação. Ao longo de nossas existências sentimos a necessidade de que nossos pensamentos, expressos pelas mais diferentes formas e não apenas pela fala, encontre eco minimamente na pequena comunidade em que vivemos, talvez no menor núcleo familiar que temos. Esta ideia, com diferentes formas de provocar o surgimento do eco, me fez escrever há muitos anos a frase: “Vamos gritar por nossas ideias sem produzir nenhum som, mas atingir o pensamento das pessoas”, frase que coloquei na provocação feita aos alunos do ensino médio de um colégio na capital paulista na direção da produção do jornal interno da instituição (que, de fato ecoou nas famílias dos alunos). Passados os anos, hoje talvez seja a referência mais precisa, continuo buscando pelo ECO. Tenho a esperança de que meus escritos, imagens motivadoras e, obviamente, minha fala encontre ECO em uma sociedade carente de conhecimentos que lhes permitam o melhor viver. Busco, incessantemente, encontrar ECO entre as pessoas que têm a oportunidade de favorecer a implantação de políticas públicas voltadas às crianças em tenra idade, às suas famílias e às comunidades carentes. Mas, não busco ter o retorno do ECO para minhas palavras. De nada vale ser o centro para o retorno dos resultados. Temos que criar mais e mais produtores de ruídos, incluindo todas as alternativas possíveis para das tecnologias da comunicação e informação, que atinjam ao maior número possível de pessoas, contando para tal, com os protagonistas territoriais que possam levar conhecimento às pessoas que, distantes dele por inúmeras razões, entre elas o analfabetismo, não conquista melhor qualidade de vida e da vida. Busco ECO entre aqueles que, de fato, tendo o poder como competência entendam e favoreçam o desenvolvimento de projetos sociais que favoreçam a redução das desigualdades e ofereçam reais oportunidades de uma vida melhor para nossas crianças, não apenas o beijo nos pequenos em passeatas políticas em vésperas de eleições.
Notícia publicada no site: www.acidadevotuporanga.com.br
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