A menina precisa passar por procedimento para correção da displasia de quadril e a família busca apoio na cidade
Isabela de Lima Silva com a pequena Iasmym; família pede ajuda para custear tratamento de saúde Foto: Arquivo pessoal
Daniel Marques
daniel@acidadevotuporanga.com.br
A família da pequena Iasmym, de apenas nove meses de vida, está mobilizando a população de Votuporanga para arrecadar recursos destinados ao tratamento de saúde da menina. O jornal
A Cidade conversou com Isabela de Lima Silva, de 26 anos, mãe da bebê, moradora do Residencial Ferrarez, que explicou a situação enfrentada pela família.
Segundo Isabela, Iasmym foi diagnosticada com displasia de quadril, condição em que a cabeça do fêmur não se encaixa corretamente no osso do quadril. Entre os dois e os quatro meses de vida, a bebê utilizou o suspensório de Pavlik, uma órtese composta por faixas que mantém as pernas do bebê na posição adequada para favorecer o desenvolvimento correto da articulação do quadril.
No entanto, conforme a evolução do tratamento, a menina precisará passar por um novo procedimento. “Hoje em dia ela precisa de ajuda para o gesso pra poder fazer o encaixe do quadril corretamente. Para colocar o gesso, ela precisa ser internada. Ela precisa fazer isso no centro cirúrgico para colocar o gesso e sedar ela”.
Isabela explica que o tratamento envolve diversos custos para a família, entre eles as consultas com o médico ortopedista pediátrico, o gesso utilizado no procedimento, a internação hospitalar, a sedação realizada por profissional habilitado e outras despesas relacionadas ao atendimento.
Para auxiliar no custeio do tratamento, a família organizou uma rifa e também disponibilizou uma vaquinha virtual para receber doações. As pessoas interessadas em contribuir ou obter mais informações sobre as formas de ajuda podem entrar em contato diretamente com Isabela de Lima Silva pelo telefone (WhatsApp) (17) 98127 – 0732.
A displasia do quadril, também conhecida como displasia do desenvolvimento do quadril, é uma alteração ortopédica em que a articulação entre a cabeça do fêmur e o encaixe do osso da bacia (acetábulo) não se forma corretamente. Dependendo da gravidade, o fêmur pode ficar apenas parcialmente deslocado ou até mesmo totalmente fora da articulação. A condição pode afetar um ou ambos os quadris e, quando não tratada, pode comprometer o desenvolvimento da criança e causar dificuldades para engatinhar, caminhar e realizar outros movimentos.
O diagnóstico costuma ser realizado nos primeiros meses de vida por meio de exames clínicos e de imagem, permitindo que o tratamento seja iniciado precocemente. Entre as opções de tratamento estão o uso do suspensório de Pavlik, que mantém as pernas do bebê na posição adequada para favorecer o encaixe correto da articulação, e, nos casos em que isso não é suficiente, procedimentos como a redução do quadril sob sedação ou anestesia, seguida da imobilização com gesso, para manter a articulação na posição correta durante o processo de recuperação.