A Pantera venceu o XV de Piracicaba de forma épica na noite do último sábado e está na semifinal da Série A2
Marcus Viola, técnico do Clube Atlético Votuporanguense, comemora a classificação para a semifinal Foto: Rapha Marques
Da redação
A dois passos do Paulistão. Essa é a situação em que se encontra o Clube Atlético Votuporanguense após a vitória épica por 2 a 1, na noite do último sábado, diante do XV de Piracicaba, na Arena Plínio Marin. Com um público pagante de 2.499 torcedores, o CAV venceu e garantiu vaga antecipada para a semifinal.
Com o resultado, a Pantera se classificou, mas ainda tem dois jogos nesta fase antes da semifinal – as partidas são contra Água Santa, na Arena, e Ituano, em Itu. O treinador da Alvinegra, Marcus Viola, celebrou a vaga, mas mantém os pés no chão em busca de colocar o CAV na elite do futebol paulista.
Em conversa com a rádio
Cidade 94,7 FM, o técnico comentou sobre todo esse processo, e agradeceu ao seu antecessor, dizendo que “não posso deixar de também mencionar, e isso é ser humilde e reconhecer, o processo do professor Paulo Roberto que montou essa equipe. Então, isso é muito importante. Ele fez parte desse processo junto com a sua comissão técnica”.
O comandante alvinegro agradeceu a ainda “a todos, desde o pessoal da cozinha, o pessoal da comunicação, o pessoal do RH, o pessoal que cuida do campo, o nosso staff, comissão técnica, parte diretiva. Queria também agradecer todas as esposas dos atletas da comissão técnica, porque elas têm um papel fundamental na vida desses caras. De acreditar, de cuidar deles. É uma rotina muito difícil, eu tive por 20 anos jogando, e eu sei, a minha esposa aguentou muito isso também”.
O técnico também lançou luz a algumas dificuldades que ocorreram antes da partida. “A gente sabia que ia ser um jogo difícil. Agora eu posso abrir para vocês, mas, por exemplo, o Feitosa passou mal na concentração. O Paulo Vítor, que estava relacionado, não veio para o jogo, porque também ficou mal. Então, assim, o Feitosa foi no sacrifício”, contou.
Falando sobre o que aconteceu no jogo, o técnico não deixou de explicitar a dificuldade mental para a partida. “Como eu falei na semana, era um jogo armadilha, porque a euforia do torcedor, a euforia do externo, queira ou não, inconscientemente os atletas acabam pegando um pouquinho dessa euforia”, explica. Viola também falou da montanha russa de emoções que foram os minutos finais do jogo. “O pênalti, não sei ali, acho que era 43, 44 do segundo tempo, o XV podia ter matado o jogo e ter jogado a gente numa condição de decidir com o Água Santa. E a bola vai pra cima e todo mundo olhando. Enfim, depois a gente acha essa transição e vence a partida”, acrescentou.
A importância do jogo contra o XV de Piracicaba durante a primeira fase também não passou em branco na entrevista. “Aquela porrada de 5 a 1, que foi uma porrada e foi vergonhosa, a gente sabe disso, nos alertou. Abriu os nossos olhos, nos trouxe à realidade novamente e hoje a gente faz essa campanha na segunda fase da competição, sobrando. Mas como na primeira fase a gente classificou com duas rodadas de antecedência, agora também nós temos que estar muito atentos pra fazer dois jogos sólidos também, pra que a gente possa entrar no mata-mata muito forte.”
O jogo
O CAV do técnico Marcus Viola começou o jogo com Gabriel Félix; Watson, Heitor, Pedro Vitor e Kauan; Feitosa, Alisson, Rodolfo e Fernandinho; Marcus Nunes e Luiz Thiago.
A Alvinegra abriu o placar aos 32. Alison recebeu pelo meio, avançou, cortou o marcador e bateu de perna esquerda, no canto direito baixo de Victor Golas. O primeiro tempo terminou em 1 a 0 para os donos da casa.
Aos 30 da segunda etapa, os visitantes empataram. Após cruzamento da direita, David Ribeiro cabeceou no canto direito de Gabriel Félix. Aos 43, o juiz marcou pênalti após a bola bater na mão do jogar da Alvinegra, mas David Ribeiro chutou por cima do gol.
Já nos acréscimos, Hugo recebeu a bola, arrancou, driblou, dividiu com a defesa e chutou para marcar o gol da vitória do CAV, e o jogo terminou em 2 a 1, com a Alvinegra classificada.
A Pantera volta a entrar em campo somente no dia 8 de abril (quarta-feira), às 19h30, na Arena Plínio Marin, contra o Água Santa.