Encontro com Priscila da Cruz Tofanelli, pedagoga formada pela instituição, abordará a Lei Lucas, a prevenção de acidentes e a preparação dos profissionais da educação para situações de emergência
Encontro com Priscila da Cruz Tofanelli, pedagoga formada pela instituição, abordará a Lei Lucas, a prevenção de acidentes e a preparação dos profissionais da educação para situações de emergência Foto: Futura
Preparar educadores para ensinar também envolve desenvolver a consciência sobre o cuidado e a proteção das crianças. Com essa proposta, a Faculdade Futura, em Votuporanga, promoverá no dia 26 de outubro, às 19h30, a palestra “Prevenção e Primeiros Socorros em Espaços Escolares”, com ênfase na Lei Lucas. A atividade terá como palestrante Priscila da Cruz Tofanelli, pedagoga formada pela instituição, bombeira civil, socorrista e técnica em segurança do trabalho.
O encontro levará aos participantes uma reflexão sobre a segurança no cotidiano escolar, aproximando a formação acadêmica dos desafios encontrados por professores, funcionários e gestores. Entre os assuntos previstos estão a identificação de riscos, a prevenção de acidentes, a organização das equipes e a importância da capacitação para o atendimento inicial em situações de emergência.
Para Priscila, abordar esses conhecimentos durante a formação dos futuros pedagogos contribui para ampliar a compreensão sobre a responsabilidade de cuidar. “O foco da palestra será a importância da Lei Lucas, da prevenção de acidentes e da preparação dos profissionais da educação para agir corretamente diante de uma emergência. É uma satisfação muito grande poder retornar à instituição onde estudei e compartilhar conhecimentos que podem salvar vidas”, afirma.
Prevenção na rotina escolar
Segundo a palestrante, o ambiente escolar exige atenção tanto às condições dos espaços quanto à maneira como as atividades são conduzidas. Quedas, cortes, queimaduras e engasgos estão entre as ocorrências citadas por ela, além de emergências de saúde, como reações alérgicas, desmaios e convulsões, para as quais as equipes também precisam estar preparadas.
A prevenção, explica, começa com medidas cotidianas: manter os ambientes organizados, observar as condições dos brinquedos e equipamentos, identificar objetos que ofereçam riscos e supervisionar adequadamente as atividades das crianças. Esse cuidado deve ser acompanhado de capacitação para reconhecer situações que exigem uma resposta imediata.
“Muitas vezes, uma situação aparentemente simples pode se transformar em uma emergência grave. Por isso, nosso trabalho na PCT é justamente preparar as equipes para identificar riscos, prevenir acidentes e saber como agir quando necessário”, destaca.
Um dos eixos da palestra será a Lei Lucas, apresentada pela profissional como um marco na valorização dos primeiros socorros nas instituições de ensino. Para Priscila, a discussão sobre o tema deve se traduzir em preparação contínua e em uma cultura de prevenção.
“A principal mudança foi trazer essa preparação para dentro da rotina das instituições. Não basta apenas ensinar conteúdos pedagógicos; precisamos também proporcionar um ambiente seguro, com profissionais que saibam reconhecer uma emergência, acionar o socorro e prestar os primeiros cuidados de maneira adequada”, avalia.
Conhecimento para enfrentar a insegurança
Na experiência de Priscila com capacitações, uma das maiores dificuldades dos profissionais da educação é o receio de agir de forma equivocada. A insegurança pode ser intensificada pela ausência de treinamento e pela circulação de informações incorretas sobre como atender uma pessoa em uma emergência.
“A maior dificuldade geralmente é o medo de fazer alguma coisa errada. Muitos professores e funcionários ficam inseguros porque nunca receberam treinamento ou porque não sabem exatamente como agir diante de uma criança engasgada, inconsciente ou apresentando uma convulsão”, relata.
Por isso, ela defende a combinação entre explicações teóricas e atividades práticas nos treinamentos. A proposta é desenvolver conhecimento e confiança, sempre respeitando os limites de atuação de cada pessoa. A palestra também pretende chamar a atenção para práticas populares que podem agravar uma ocorrência e para a necessidade de buscar orientações técnicas atualizadas.
Priscila ressalta que os primeiros cuidados têm uma finalidade específica e não substituem o atendimento especializado. “É importante esclarecer que o treinamento não transforma professores em médicos, enfermeiros ou socorristas profissionais. O objetivo é capacitá-los para realizar procedimentos básicos, seguros e adequados, respeitando seus limites e aguardando a chegada da equipe especializada.”
Planejamento e participação das famílias
Além da preparação individual, a palestrante destaca a importância de a escola organizar sua resposta às emergências. Isso envolve definir quem prestará o atendimento inicial, quem acionará o socorro e quem ficará responsável pelas demais crianças durante a ocorrência.
“A organização evita improvisações e permite que cada profissional saiba qual é sua responsabilidade. Uma equipe preparada consegue agir com mais rapidez, segurança e eficiência”, afirma.
O planejamento também deve considerar os materiais de primeiros socorros, os equipamentos de emergência, a sinalização e as condições de circulação e saída dos ambientes. Para Priscila, a segurança depende de ações integradas. “Não adianta ter uma equipe treinada se a estrutura não oferece condições adequadas para uma resposta segura às emergências.”
As famílias também fazem parte desse trabalho. Segundo ela, conhecer a preparação da escola e manter a instituição informada sobre alergias, restrições alimentares e outras condições de saúde dos alunos são atitudes que contribuem para a prevenção e para o planejamento dos cuidados.
“Quando escola e família trabalham juntas, a prevenção se torna muito mais eficiente. Afinal, todos nós queremos a mesma coisa: que as crianças estejam em um ambiente seguro, acolhedor e preparado para protegê-las”, observa.
Formação que inclui o cuidado
A coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Futura, Elimeire Alves de Oliveira, destaca a relevância de inserir o tema na formação acadêmica. “Conhecer a Lei Lucas e compreender a importância dos primeiros socorros é fundamental para a formação dos futuros pedagogos. A Lei nº 13.722/2018 tornou obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários das instituições de educação básica e de recreação infantil.”
Para Elimeire, receber uma profissional formada pela própria instituição dá um significado especial ao encontro. “Esta formação tem um significado ainda mais especial para nós, pois a palestrante Priscila da Cruz Tofanelli é egressa do curso de Pedagogia da Faculdade Futura e desenvolveu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) justamente sobre essa temática, demonstrando como o conhecimento construído na formação acadêmica pode se transformar em contribuição efetiva para a sociedade.”
A coordenadora ressalta que a experiência da palestrante aproxima os estudantes das possibilidades de aplicação do aprendizado acadêmico. “Para nossos estudantes, é uma oportunidade de aprender com alguém que trilhou esse caminho e hoje compartilha seus conhecimentos em uma área tão importante. Queremos que compreendam que prevenir acidentes e saber como agir diante de uma emergência são responsabilidades que fazem parte do compromisso com a vida, a segurança e o bem-estar das crianças. Formar educadores também é prepará-los para cuidar, proteger e salvar vidas.”
A gestora da Faculdade Futura, Driely Cristina dos Santos, afirma que a realização da palestra está alinhada à missão da instituição de promover uma educação de qualidade, comprometida com a formação humana, ética e profissional dos estudantes.
“A realização desta palestra reafirma nosso compromisso com uma formação que vai além do conhecimento teórico, preparando os futuros pedagogos para os desafios reais da profissão. Investir em prevenção, segurança e primeiros socorros é valorizar a vida e contribuir para a construção de ambientes escolares mais seguros e acolhedores”, declara.
Ao trazer para o espaço acadêmico uma profissional formada pela própria faculdade, a atividade também oferece aos estudantes contato com uma trajetória que reúne educação, conhecimento técnico e empreendedorismo.
Da graduação ao empreendedorismo
Para Priscila, retornar à Faculdade Futura como palestrante representa um reencontro com uma etapa decisiva de sua trajetória. “É um momento de muita alegria, orgulho e gratidão. Retornar à Faculdade Futura, onde me formei em Pedagogia, agora como palestrante, é uma oportunidade muito especial de compartilhar um pouco da minha trajetória e dos conhecimentos que adquiri ao longo dos anos”, afirma.
A profissional destaca que a contribuição da instituição foi além da formação acadêmica e ajudou a despertar seu espírito empreendedor. Foi durante a graduação, por meio do Trabalho de Conclusão de Curso, que nasceu a ideia da PCT Treinamentos e Serviços, empresa da qual é proprietária e que hoje atende escolas, empresas e prefeituras da região.
A formação pedagógica também se tornou uma base importante para sua atuação nas capacitações. “A formação em Pedagogia também contribuiu muito para minha atuação como instrutora, pois ensinar não é apenas transmitir informações, mas saber como fazer com que as pessoas realmente aprendam”, ressalta.
Ao compartilhar essa experiência, Priscila espera mostrar aos estudantes as possibilidades que podem surgir a partir da formação superior. “Voltar à instituição onde tudo começou e poder falar sobre a Lei Lucas e a importância dos primeiros socorros é uma forma de mostrar aos alunos que o conhecimento adquirido na faculdade pode abrir caminhos que muitas vezes nem imaginamos.”
Para ela, o retorno reúne realização profissional e reconhecimento pela formação recebida. “É muito gratificante perceber que um sonho que começou dentro de uma sala de aula hoje se transformou em uma profissão, uma empresa e, principalmente, em um trabalho que leva conhecimento e ajuda a salvar vidas”, conclui.