Foram apreendidos celulares, tablets, pendrives e notebooks usados para arquivar e distribuir imagens de crianças para uma rede internacional
A operação foi bairro Chácara das Paineiras e apreendeu um notebook, dois celulares e um pendrive Foto: A Cidade
Da redação
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a operação Arthemis nesta quinta-feira (9) pela manhã com o objetivo de apreender pessoas envolvidas em uma rede internacional de distribuição de pornografia infantil. As ações ocorreram em Votuporanga, Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto e contaram com a atuação de mais de 30 policiais de várias divisões da polícia.
Ao final da operação, foram apreendidos vários notebooks, tablets e celulares que eram utilizados para armazenar e distribuir o material. Em Rio Preto e Santa Fá, foram presos dois homens, dentre eles um pastor. Em Votuporanga, foram cumpridos os mandados no bairro Chácara das Paineiras, zona Oeste da cidade, mas um policial penal da cidade está entre os investigados.
A operação faz parte de uma investigação internacional conduzida com a colaboração da Interpol. As ações ocorrem em diferentes etapas e envolvem países da Europa, Ásia e América Latina. Conforme a estimativa das autoridades, o grupo investigado pode reunir mais de 250 integrantes.
Foi realizada uma coletiva de imprensa na Delegacia Seccional de Votuporanga no início da manhã de ontem, onde os delegados Edson Sakashita e Edina de Oliveira, esta última responsável pela Delegacia do Direito da Mulher (DDM) no município, falaram sobre a operação e seus desdobramentos.
Edson explicou que na cidade foram identificados seis suspeitos de participar da rede internacional, mas que “a polícia do estado de São Paulo realmente entra nessa luta contra a exploração sexual. Foram seis acusados de praticarem esse tipo de comportamento desviante e, após identificados os alvos, a DDM de Votuporanga fez a requisição e conseguiu os mandados”.
Já Edina contou como se deu a operação. Segundo ela, as investigações tiveram início no ano de 2024, mas apenas esse ano que começaram as prisões. “Foram feitas algumas buscas esse ano e foi feita a prisão de uma pessoa em flagrante. E a partir da prisão dessa pessoa, nós conseguimos identificar outras pessoas com quem ele vinha compartilhando vídeos de pornografia infantil”, explicou a delegada.
Ela também explicou que a rede atua pelo aplicativo de mensagens Telegram e que em Votuporanga não foi possível apreender o conteúdo que resultaria em flagrante, mas com o inquérito instaurado o material apreendido será vistoriado e analisado. Edina ainda afirmou que a operação continua em aberto e depende agora do que foi recuperado do material apreendido.