O Cabo teria exigido R$ 5 mil e um cargo para não divulgar supostas imagens que comprovariam uma traição conjugal.
O Cabo teria exigido R$ 5 mil e um cargo para não divulgar supostas imagens que comprovariam uma traição conjugal. Foto: Divulgação
Da redação
O ex-vereador e policial militar aposentado André Luiz Machado Borges, conhecido como Cabo Borges, foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, conhecido como Barro Branco, na capital paulista.
A audiência de custódia que definiu o destino do preso foi realizada na manhã de anteontem, na Central de Flagrantes de Votuporanga. O Barro Branco é uma unidade da Polícia Militar destinada a policiais militares condenados pela Justiça Comum ou Militar ou que ainda aguardam julgamento. Criado por meio do Decreto 28.653, de 11 de junho de 1957, o presídio está inserido numa extensa área de cerca de 125 hectares denominada Invernada do Barro Branco, que também sedia outras unidades da PM, na zona Norte da Capital.
Entenda o caso
Na tarde de segunda-feira (2), o ex-vereador Cabo Borges, da cidade de Cardoso, foi preso em flagrante, suspeito de extorsão, ameaça, constrangimento ilegal e perseguição contra o prefeito Luís Paulo Bednarski. O ex-parlamentar foi levado para a Central de Flagrantes de Votuporanga.
Segundo a Polícia Civil, o ex-parlamentar foi preso em flagrante acusado de extorquir o
prefeito de Cardoso, Luís Paulo Bednarski Pedrassolli. O Cabo teria exigido R$ 5 mil e um cargo para não divulgar supostas imagens que comprovariam uma traição conjugal.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a exigência do dinheiro ocorreu no período da manhã de segunda-feira. Ficou combinado que o valor seria entregue por volta das 13h30, no prédio da Prefeitura. No horário marcado, os investigadores localizaram André Luis Machado Borges no interior do prédio da Prefeitura. Durante a abordagem, foram encontrados no bolso da calça do ex-vereador R$ 5 mil em dinheiro, divididos em 50 notas de R$ 100, além de um celular. Com ele, também havia uma pistola calibre 9 milímetros municiada, registrada em seu nome, já que é policial militar aposentado.
A caminhonete do ex-vereador, estacionada em frente ao prédio, também foi vistoriada. No veículo, os policiais apreenderam mais dois celulares e um simulacro de arma de fogo. O ex-vereador negou as acusações e afirmou que o dinheiro seria um adiantamento por um serviço que prestaria à prefeitura. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado à delegacia, onde a autoridade policial ratificou a prisão.
Bednarski foi até a Central de Flagrantes prestar esclarecimento e atendeu à imprensa na saída da Delegacia. Segundo ele, “eu estava sendo previamente monitorado por um espaço de tempo. Estava sofrendo extorsão e a minha vida e a da minha família também estavam em risco. A orientação da autoridade policial é, nesse momento, fornecer as informações básicas para a imprensa”.
Ainda assim, ele conseguiu dar uma parte da sua versão dos fatos, informando que ele estava sendo monitorado há mais ou menos dez dias. “Eu fiquei muito mal mesmo, preocupado com minha filha. Eu tenho uma filha que tem oito anos de idade, não queria deixá-la sem pai, quero criar minha filha. Fui policial também, sei como os policiais são guerreiros. Se não fosse a polícia, poderia ter terminado num fim trágico, que eu acho que era o desfecho dessa situação”, falou.